A vida, sorrisos, histórias, viagens, amigos, novidades, cusquices, banalidades, tormentos e muito de Alcobaça...

.mais sobre mim

.posts recentes

. Falando sobre como somos....

. Brevemente...

. Foi assim uma destas minh...

. Conhecer interiormente???...

. Cifrado?

. Para ti...hoje...

. Traveller Candy

. Em breve por terra das sa...

. 403 Euros?

. Sugestão.

.arquivos

. Agosto 2010

. Maio 2008

. Abril 2008

. Março 2008

. Fevereiro 2008

. Janeiro 2008

. Dezembro 2007

. Novembro 2007

. Outubro 2007

. Setembro 2007

. Agosto 2007

. Julho 2007

. Junho 2007

. Maio 2007

. Abril 2007

. Março 2007

. Fevereiro 2007

. Janeiro 2007

. Dezembro 2006

. Novembro 2006

. Outubro 2006

. Setembro 2006

. Agosto 2006

. Julho 2006

. Junho 2006

. Maio 2006

. Abril 2006

. Março 2006

. Agosto 2005

. Julho 2005

.links amigos

Terça-feira, 4 de Julho de 2006

Transtorno de Stress Pós Traumático.

Hoje vou falar de uma perturbação que me atingiu no ano passado, sensivelmente por esta altura. Não percebia o que se estava a passar comigo, os meus familiares também não sabiam lidar com o que se passava comigo e sentia que ninguém me entendia, foram momentos de solidão terríveis. Por mais que quisesse explicar o que estava a sentir, ninguém percebia.

Depois de um diagnóstico correcto, fez-se luz e encontrei alguém que me percebeu e me tirou aquela angústia permanente e o medo dentro de mim...Falo do Stress Pós Traumático, que é uma perturbação temporária e não é muito conhecido, ou pelo menos, não é tão divulgado assim. Todos ouvimos falar de depressão, ansiedade e outras perturbações, mas não de Stress Pós Traumático.

Muito resumidamente o SPT aparece depois de um acontecimento marcante na nossa vida ( acidente, rapto, testemunhar acto violento...). Eis quando esta perturbação toma conta de nós, o medo, ideias fixas irreais, ansiedade, irritabilidade, paranóias.. Normalmente tem um período de curta duração, alguns meses, mas carece de tratamento..

Falando no meu caso em concreto, o SPT atingiu-me após um acidente desportivo. Experimentei a cegueira por algumas horas e julgo que me marcou de tal forma que originou esta perturbação. De início comecei a estranhar a angústia e tristeza dentro de mim, mas julguei que seria insegurança minha e receio de não recuperar a visão. No entanto recuperei, mas subitamente desconfiava de toda a gente e tinha paranóias, como se me estivessem a mentir. Aí desconfiei de mim própria, tinha consciência que estava a ser ridícula, tentei convencer-me do contrário, mas existia algo dentro de mim mais forte que me dizia exactamente o contrário. Para além das paranóias, surgiu a ansiedade, não dormia, acendia as luzes de hoa a hora para ver se não tinha perdido a visão, comportamentos repetitivos, e o pior foi quando apareceram os pânicos. Tinha um ataque de pânico se ficava sozinha, se alguém fazia um movimento brusco em frente aos meus olhos. Nestes ataques a pulsação disparava e perdia o controle de mim mesma...

Demorou uns dois meses a melhorar, os ansiolíticos fizeram desaparecer a ansiedade como que por magia e o Zoloft fez desaparecer as ideias fixas e as paranóias. Hoje, olho para tudo isto como um transtorno passageiro que é, de curta duração, mas senti necessidade de o contar, porque pode surgir nas vossas vidas e não perceberem o que é.

O SPT não é depressão, é um estado de espírito perturbador passageiro, que intensamente reune sintomas dolorosos como os que descrevi. Nós temos consciência que estamos perturbados, mas não conseguimos reagir, é uma sensação de impotência. Só quero que alguém que possa passar por isto já saiba o que é e que não se sinta incompreendido e assustado com as coisas que sentia e para as quais não tinha explicação. Parecia ridículo aos olhos de toda a gente que um acidente de tenis e a ameaça de cegueira no olho pudesse causar isto, mas o que é certo é que causou! E pode acontecer a qualquer um que tenha um imprevisto mais marcante na vida e com o qual tenha mais dificuldades em lidar...

Fazendo uma avaliação um ano depois, não há dia que me esqueça do que é ver negro e escuridão em vez cores, imagens, paisagens, o rosto de quem gostamos...Mesmo que tenha sido por apenas umas horas, todos devíamos experimentar a cegueira uma vez na vida, para dar o devido valor às coisas. Este é o lado positivo que tento tirar desta experiência. 

Se quiserem saber mais sobre  SPT: aqui


publicado por pim às 09:59

link do post | comentar | favorito
|

10 comentários:
De Miguel a 4 de Julho de 2006 às 13:39
Obrigado por partilhares... São essas histórias que nos ajudam, em situações idênticas, a compreender e ultrapassar...


De JOSELITO PROTÁSIO DA FONSECA a 6 de Janeiro de 2009 às 05:00

DA PREVISÃO LEGAL DE DOENÇA PROVOCADA E ADQUIRIDA EM SERVIÇO – Fator Acidentário Previdenciário B92

DA DOENÇA MENTAL PROVOCADA E ADQUIRIDA EM SERVIÇO

A doença do requerente trata-se de grave Neurose traumática-adaptativa (decorrente do meio laboral – fatores agressores externos) com intercorrências depressivas-ansiolíticas e outros transtornos de cormobidade, sob as CID.10; F32.2, F43.1, F43.21, F48.0, F62.0, Z73.0; que pela sua incidência, sem qualquer tratamento médico no decurso de DEZ ANOS, intensificaram-se sua freqüência frente a sucessivas agressões psicológicas e físicas sofridas pelos seus superiores hierárquicos (Fator Etiológico), alcançando-se um nível de tal freqüência de tais transtornos mentais que não só o incapacitaram para qualquer atividade na sua profissão (CID.10 Z56.3, Z56.5, Z56.6, Z60.5, Z60.5, Z73.0 – trabalho penoso e sob ameaça constante), bem como causou-lhe invalidez permanente (omnprofissional) (61 a 95%, TNI/2008 de Portugal), dificultando-lhe resolver, até mesmo, seus afazeres diários mais simples como chefe de família (16 a 25%, TIC/2008 de Portugal), abrangida por sua Esposa e duas filhas de 13 e 17 anos.

Trata-se, pois, de MOLÉSTIA/DOENÇA PROFISSIONAL decorrente do intenso assédio moral sofrido – ACIDENTE EM SERVIÇO (Cód. 2 do INSS, III e IV do art. 107 da Lei Nº 880/85 – EBMERJ) conforme descortinado em apertada síntese, corroborando-se ainda o fator acidentário previdenciário – FAP B92, qual seja, acidente em serviço decorrente das agressões sofridas, psicológicas e físicas. Tal análise pautou-se na Medicina Especializada segundo o Nexo Técnico Epidemiológico Previdenciário - NTEP do INS/SUS/Ministério da Saúde, com base ainda nas Portarias do Ministério da Defesa e do Exército Brasileiro, tratando-se o paciente de Servidor Especial Militar Estadual de conformidade com o artigo 42 da CRFB/88, conforme se apresenta a caracterização da doença profissional do paciente: (Arts. 19, §2º; 20, II, §1º, “c”, §2º; e 21, II, “a” e “b”; e 23, da Lei Nº. 8.213/91, que é referencial aos RPPS)

1 – Resolução INSS/DC Nº. 10, de 23/12/1999, ANEXO IV, Grupo 5 – Transtornos Mentais, Protocolos Médicos 5.VII (CID.10 32._), 5.VIII (CID.10 F43.1), 5.IX, 5.XX, e 5.XII (CID.10 Z73.0);

2 – Portaria Nº. 1.339, de 18/11/1999 – Lista de Doenças Relacionadas ao Trabalho (burn-out, CID-10 Z73.0, decorrente de severas agressões psicológicas e físicas em serviço, Z60.5, percebida a perseguição e discriminação;

3 – Manual de Doenças Relacionadas ao Trabalho, 2001, Capítulo 10, Grupo V da CID-10, respectivamente, CID-10: F32.2, F43.1 e Z73.0 – burn-out, devido à condições agressivas no trabalho: Z56.3, Z56.6, Y96, Z60.5;

4 – Decreto Nº. 3.048, DE 06/05/1999 – Regulamento da Previdência Social, artigos 45, 336 e 337, e seus parágrafos, e ANEXO I, itens 7 e 9 – atualizado até outubro de 2007;

5 – Decreto Nº. 6.042, de 12/02/2007 – Avaliação do FAP e do Nexo Epidemiológico, incisos VII, VIII e IX; Lei Nº 8.213/91 – PBPS (arts. 19 ao 23; 43, §1º, “a”; 45)

6 - Resolução SARE Nº. 3.064, de 09/11/2005 – Manual de Perícias Médicas no âmbito do Poder Executivo do Estado do RJ, artigos 6º, 12, 15 e 17;

7 – Portaria Nº 113/DGP/MEx, de 07/12/2001 – Normas Técnicas sobre Doenças Incapacitantes no Exército Brasileiro – NTDMEx, artigos 46 e 53 – produz INVALIDEZ;

8 – Portaria Nº. 1.174/MD, de 06/09/2006 – Normas para Avaliação de Incapacidade decorrente de Doenças Especificadas em Lei pelas Juntas de Inspeção de Saúde – JIS das Forças Armadas – incisos 2.3, letra a), e 2.3.1 do seu ANEXO – produz INVALIDEZ;

9 – Lei Estadual do Assédio Moral Nº. 3.921, de 23/08/2002 – CID-10 Z56.3, Z56.5, Z56.6, Z60.5, Y96;

10 – CID.10 (1992) F43.1/F.62.0 da OMS, DSM IV TR (1994) - 309.81 da Associação Americana de Psiquiatria, e Tabelas de Incapacidades Laboral e Extrapatrimonial de Portugal, Decreto Nº 352/2007.


De ana a 4 de Julho de 2006 às 14:53
Ainda bem que partilhaste!. Só quer dizer que já ultrapassaste isso e, que podes ajudar alguém... LINDA!!!

Beijinhos


De papoila_saltitante a 4 de Julho de 2006 às 23:31
È bom partilhar isso tudo, eu sofri de algo parecido só que mais agravado pois durante uns três anos tive ataques de pânico. Partilhando ajudamos outras pessoas! Já o fiz no meu blog no mês de Janeiro. Achei que era importante. Beijocas e continua assim!


De albert a 23 de Junho de 2008 às 13:52
estou passando por tudo isso que você descreveu... isso me reconforta, assim vejo que não estou ficando louco hahahaha o próximo passo, acho, é procurar ajuda médica. abraço!


De JA a 31 de Janeiro de 2009 às 19:43
Olá! Li o teu "texto" e a verdade é que me identifiquei bastante com o problema que aí apresentaste. A verdade é que, no passado, confiei demasiado em pessoas que não souberam dar valor á amizade que eu lhes dava. Depois de muito gozo e sofrimento, mudei de onde estava a viver. Agora estou numa terra diferente, numa escola diferente, com pessoas diferentes. Encontrei amigos que me dão valor, mas a verdade é que não consigo confiar nas pessoas. Estou em constante sofrimento e sempre a pensar que a qualquer momento as pessoas me podem gozar, virar-se contra mim e fazer-me a vida num inferno. Estou a dar em doida. Achas que sofro dessa perturbação de que sofreste? Por favor, manda-me uma resposta para o meu Email: joana_raquel_andre@hotmail.com. Auda-me, POR FAVOR. Bjs.


De apcastro_19@hotmail.com a 10 de Março de 2009 às 21:15
Olá,
Minha mãe está com esses sintomas que você descreveu, e a médica diagnosticou a cid f32 , gostaria de saber qual o remédio você tomou para ficar boa?
Estou muito preocupa com ela pois não estou sabendo lhe dá o mal humor dela.
Fico grata se vc puder me ajudar,
Paula
apcastro_19@hotmail.com


De Tina Rampazio a 22 de Maio de 2014 às 13:38
Meu filho sofreu um assalto em 06/04/2014 e no dia 28/04/2014 passei por um tiroteio quando voltava do trabalho. Achei que estava tudo bem até no dia seguinte eu ir trabalhar normalmente e passar mal e ser hospitalizada com sintoma de SPT. Confesso que até agora não consigo acreditar pois sempre passei por tudo na vida sem nenhum problema.
Só tenho vontade ficar dentro de casa e sem vontade de conversar,já estou me tratando com Neuro,Psicólogo e Psiquiatra.
Mas ainda não me conformo.


De fernanda ribeiro campos a 28 de Agosto de 2014 às 01:36
Eu sei bem como é isso estou passando por uma situação parecida stress muito forte, ansiedade , noites de insônia ,e isso gerou perca de visão frontal um embassamento , não consigo dirigir , estudar , tenho fé em Deus que vai passar isso é uma fase .


De Cid a 14 de Setembro de 2014 às 04:48
Muito bom mesmo!


Comentar post

.pesquisar

 

.Agosto 2010

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5
6
7

8
9
10
11
12
13
14

15
16
17
18
19
20
21

22
23
25
26
27
28

29
30
31