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Quarta-feira, 5 de Abril de 2006

...

Quando te conheci...não gostei de ti. Cheguei nova, anos ainda cheios de ilusão, os amigos ficaram para trás, sentia-me perdida, abraçada em dúvidas existenciais próprias da idade. Senti-me despejada em ti, não te conhecia, os teus recantos não me diziam nada, nada me era familiar. Tinha saudades do aconchego e tu parecias demasiado grande...a tua dimensão assustou-me tanto! Não compreendia como alguma vez nos poderíamos sentir próximas...

Com o passar do tempo, acabei por ter de encontrar afinidades, mas eram muito poucas, por  mais que tentasse não conseguia sentir-me bem em ti. Os dias eram sempre iguais, sinceramente não encontrava a beleza em ti de que os outros tanto falavam...

Acabei por perceber que apenas ia estar contigo o tempo que fosse necessário, apenas o estritamente necessário, porque queria voltar para junto de onde estava o meu coração...onde sempre estivera...

Acordei muitas vezes de noite...e chorei, chorei muito, porque ao abrir os olhos via que não estava em ti, estava longe, perto de ruas e praças e locais que não eram meus. Não tinha história em ti, nesses locais, nessa calçada...não tinhas marcas em mim...

Eis quando o tempo em ti  foi passando e passando...já estava em ti mais do que o estritamente necessário, decidi prolongar por mais um tempo...De facto, naquele dia percebi que nunca fizera um esforço para te amar. Recusava-me a aceitar que se poderia amar ao mesmo tempo de maneiras diferentes. Sinceramente, acho que tinha medo de me apaixonar por ti, como se isso significasse trair o meu grande amor.

Foi quando te dei uma verdadeira oportunidade, ou melhor, me dei uma oportunidade de vos amar de forma diferente, sem ter de trair alguma de vós, mas especialmente o meu grande amor, Alcobaça, a minha terra, o meu berço. Percebi que poderia aprender a gostar desta nova cidade, sem te esquecer, sem te ser infiél, minha Alcobaça, pois o meu encanto por ti nunca iria desaparecer. Afinal de contas, um primeiro amor nunca se esquece.

Sem dar por ela, as ruas da calçada, aqui, foram ganhando o meu cheiro, o meu rasto, comecei por visitar muitas vezes aquele miradouro e aos poucos o teu ritmo foi-me conquistando e ganhando espaço em mim. Aquela esplanada já tinha a sua rotina nos meus dias, já ansiava pelas visitas a baixa Lisboeta no velho e encantado electrico, que balouçava nos carris...ohhh, o Bairro Alto!

Aos poucos a tua beleza surgiu aos meus olhos e conquistaste-me, sem pressas...sempre foras bela e eu nunca vira!

Nunca vira, porque nunca te dera uma oportunidade e vivia fechada num sentimento que não queria trair. Mas tu, Lisboa, mostraste-me que gostar de ti, não é trair as minhas raízes, porque posso amar-vos às duas de forma diferente, porque afinal não se gosta nunca da mesma maneira. Ensinaste-me que é preciso abrir o coração e a não ter receio das coisas novas. E muito mais que isso, a tua subtileza em escrever estórias em mim.

Hoje, já te sinto minha, o Tejo já é meu conselheiro e estou feliz porque sou mais afortunada do que alguma vez pedi à vida. Tenho o previlégio de ter o amor de duas das mais belas cidades de Portugal e por nelas existir, por nelas ter estórias para contar...

E o meu primeiro amor, esse, decerto não se sente traído, porque afinal, será lá um dia que repousarei eternamente, junto dele...

 


publicado por pim às 10:59

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De TT a 5 de Abril de 2006 às 22:19
É difícil aprender a gostar de Lisboa, mas aos poucos conquista-nos e nunca a esquecemos. Alcobaça é como diz a canção: quem passa por Alcobaça, não passa sem lá voltar...
Beijinhos


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